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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Primeiros passos para administrar seu negócio


Administrar, independentemente do contexto, significa sistematizar as técnicas a fim de atingir objetivos. Alcançar o estágio de maturidade de um negócio demanda atenção em aspectos específicos. É muito importante saber o que priorizar em cada momento, caso contrário, são grandes as chances de fracasso.

Os dois pontos de partida mais comuns para negócios são 1 – Necessidade e 2 – Ideia, que a princípio, parece ter grande potencial. Nessa etapa, o primeiro grande desafio, independentemente da origem do empreendimento estar no ponto 1 ou no 2, é validar o que se pretende criar. No caso de quem empreende por necessidade, embora o objetivo principal seja produzir algo que gere retorno imediato, é preciso avaliar, pesquisar e testar antes de colocar seu tempo e dinheiro (que, na maioria das vezes, é pouco) em uma aventura.

O mesmo vale para quem teve "uma grande ideia". Um insight às vezes parece sensacional, mas, no fundo, não é. É fundamental saber se o negócio tem potencial para oferecer um retorno satisfatório ou, pelo menos, perspectivas de crescimento.
Em ambos os pontos tudo deve começar com uma pergunta: qual é o problema das pessoas? Em seguida: de que solução elas precisam? Eu posso oferecê-la? Como?

Cuidado com os fatores limitantes

Quando se resolve iniciar um negócio, vários fatores limitantes vão aparecer no caminho: burocracia, falta de capital, pouco conhecimento, pouca resiliência, etc. É fundamental ter consciência de todos as deficiências que você pode ter, bem como os desafios que vai ter que enfrentar, para estar preparado. Muitas vezes, o maior inimigo é o próprio empreendedor, que desiste no meio do caminho, diante da primeira dificuldade.




Suas finanças


O aspecto financeiro costuma ser o principal problema de novos negócios e responde, geralmente, pelo naufrágio precoce de muitos empreendimentos. O maior erro, nessa área, é misturar contas pessoais com as da empresa, não ter um controle claro do fluxo de caixa, não ter reservas e planejar mal as despesas. Esse é o primeiro passo que você deve tomar como medida para abrir seu negócio. É preciso pesquisar o que realmente precisa vender ou oferecer aos seus futuros clientes, esteja preparado financeiramente para enfrentar os primeiros meses, afinal pode demorar algum tempo até que você consiga faturar de verdade e reverter seu investimento em lucro. Não tenha medo, muitos empresários fracassaram no começo, porém não desista! Sempre é hora de recomeçar e é importante que você aprenda com os seus erros. Mas fique atento para não cair em ciladas!

Referência -> https://meusucesso.com/artigos/gestao/primeiros-passos-de-um-negocio-como-administrar-674/

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Como superar a crise em 2015


Não adianta de nada entrar em desespero em razão dos sinais de desaquecimento da economia e queda nas vendas. Isso não vai resolver o problema. Esse é o primeiro passo não só para garantir a sobrevivência do seu negócio, como também para largar com toda força depois da crise. A única saída para o empreendedor é buscar proteção para os tempos conturbados que iremos enfrentar e buscar opções de como superar a crise.

Reduza imediatamente seu grau de endividamento

Não importa que sacrifícios isso possa envolver, mas uma coisa é certa: se você quer se preparar para a crise de 2015, a primeira providência é reduzir a todo custo seu grau de endividamento. As taxas de juros estão altas e o Banco Central não dá o menor sinal de que possa vir a reduzi-las à curto prazo. Isso poderá asfixiar seu negócio em um cenário inflacionário e de retração de vendas. Portanto, dê muita atenção para esta dica.

Prepare-se para uma redução de vendas e pedidos

Enfrente o problema, seja realista e assuma que as vendas sofreram uma sensível redução, principalmente nos segmentos que comercializam produtos e serviços não essenciais. Para o nosso negócio – venda de vestuário – estamos no meio termo. Não vedemos produtos tão essenciais, como alimentos ou saúde, porém também não estamos no fim da fila, como entretenimento e diversão. Essa é uma retração clássica dos consumidores, sejam pessoas físicas ou jurídicas e não pode ser ignorada em seu planejamento estratégico. Por isso, adeque suas projeções de vendas durante 2015 de forma a enquadrá-la à realidade do momento econômico.

Revise seu mix de produtos e serviços

Os tempos de vacas gordas tendem a deixar o mix de produtos e serviços sem um critério muito rígido de eficiência, o que prejudica o andamento dos negócios, mas não chega a matar a empresa, e por isso produtos que não vendem bem ou tem um prazo de permanência no estoque prolongado, vão conseguindo uma sobrevida.
Uma das dicas mais valiosas é fazer uma revisão imediata dos seus produtos e eliminar aqueles que não estão trazendo giro de estoque e não possuem uma margem de lucro tão atraente assim.

Otimize processos produtivos

Outra solução para o dilema é através da otimização dos processos produtivos e rotinas administrativas da empresa. Em tempos de mercado aquecido e boas vendas, é comum, principalmente entre os pequenos e médios empresários, um certo desleixo em relação à otimização de processos. Em tempos de crise, essa falta pode lhe custar a competitividade e em casos extremos até mesmo o negócio.

Avalie a possibilidade de downsizing

Reduzir o ritmo de atividade da sua empresa não é nenhuma vergonha ou sinal de má gestão. É sinal de prudência. Existe um ditado sobre empreendedorismo que diz o seguinte: “O primeiro negócio de qualquer negócio é permanecer no negócio”. Em épocas de crise, às vezes é preferível reduzir a atividade e o crescimento das empresas para poder enfrentar o ambiente desfavorável, do que bancar o empreendedor destemido e quebrar a cara dando murro em ponta de faca.

Invista em marketing

Não caia na armadilha de reduzir seu investimento em marketing só porque as vendas estão baixas. É justamente nessa situação que você deve investir mais ainda para atrair clientes para o seu negócio! Se você ainda não tem uma estratégia de marketing digital, pense seriamente em investir neste segmento, pois além de ser mais barato (mas não gratuito) que o marketing convencional, pode ter seus resultados mensurados nos mínimos detalhes.

Participe de eventos setoriais

Em épocas de crise se torna importante participar de um número maior de eventos para poder ter uma avaliação externa da crise e do cenário traçado para o futuro. É um ótimo momento também para o compartilhamento de experiências e soluções adotadas por outros empresários que estão no mesmo barco e podem ajudar a buscar alternativas para driblar este problema. É uma situação onde a união faz a força.

Seja criativo

Uma das boas lições que se pode extrair de uma crise econômica como a que estamos vivenciando, é o incentivo à criatividade. Se você ficar sentado esperando a crise passar e não tiver uma reação, as coisas podem fugir ao seu controle, por isso esteja antenado. Coloque sua criatividade e de seus colaboradores para trabalhar. Esteja aberto a sugestões e não crie qualquer tipo de barreira à mudanças. Em momentos de crise é que avaliamos de forma mais contundente qual o valor que poderíamos estar entregando ao mercado que ainda não foi agregado ao nosso produto e serviço.

Não ser pego de surpresa sempre foi um grande trunfo no mundo dos negócios. Por isso, pode ser decisivo para a sobrevivência do seu negócio nos tempos difíceis que vem por ai.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

6 Dicas para Melhorar o Controle do Fluxo de Caixa

Um dos principais aspectos que devem ser controlados na gestão financeira do seu empreendimento é o fluxo de caixa. E isso vale até para quem é autônomo! Ter um fluxo positivo ajuda a garantir um reserva nas emergências ou na hora de reinvestir com segurança a sobra do caixa.

O fluxo de caixa, como o próprio nome já indica, é o movimento de entrada e saída do dinheiro no empreendimento e a sua boa gestão consiste em controlar os gastos e otimizar a entrada de dinheiro.

Você é um empreendedor ou um prestador de serviços perdido em seu fluxo de caixa ou simplesmente precisa melhorar na gestão financeira? Fique de olho nessas 6 dicas para manter o fluxo de dinheiro sob controle.

1. Registre todas as movimentações 
categorize-as

Não importa o valor, é importante registrar qualquer movimentação financeira, seja entrada ou saída. Dessa forma, é possível saber para onde vão seus gastos e qual a soma das pequenas despesas. Isso possibilita encontrar qualquer desperdício de dinheiro. É importante separar tudo em categorias diferentes, para que seja fácil identificar quais são os principais tipo de gastos e rendas e de onde eles vêm. Não vale colocar apenas “gastos” e “ganhos”, pois assim você não saberá como usou os recursos.

2. Verifique o fluxo de caixa diariamente

Ter um acompanhamento diário da movimentação ajuda a prever qualquer surpresa antes que seja tarde demais, afinal, o fluxo garante que você possa se planejar. É muito comum fazer uma venda e registrá-la no fluxo. Mas fique atento, pois só é movimentação financeira quando é um valor já recebido. Portanto, vendas a prazo não têm lugar no fluxo.

3. Planeje e gerencie o estoque

Na maioria das vezes, seu estoque é um capital que não rende juros nem gera renda, ou seja, é um capital imobilizado. O dinheiro gasto com o estoque também pode impedir que você aproveite outras oportunidades que possam ser lucrativas para sua empresa. Algumas perguntas como “qual é o valor do seu estoque hoje?” e “qual é o limite máximo e mínimo do seu estoque” ajudam você a entender qual é o nível de controle que você tem sobre seu estoque e quais decisões pode tomar para não ter prejuízos. Um estoque bem controlado ajuda a mostrar quanto e quando comprar para suprir seu contingente de produtos. Assim, ao fazer esse controle, você sabe como acrescentar investimentos e gastos no seu fluxo de caixa.

4. Planeje a longo e a curto prazo

Através do fluxo de caixa é possível fazer uma projeção média para todo o ano, dessa forma você pode avaliar diferentes cenários e já se preparar para as mais diferentes adversidades. Estipule seus gastos e ganhos também no plano mensal. Assim, compare no final do mês o que você planejou com o fluxo real. Dessa forma é possível saber quais foram os gastos inesperados e como fazer para evitá-los no futuro.


5. Avalie seu capital de giro e seja realista

Será que você obteve o retorno desejado com a venda de seus produtos e serviços? Pode ser hora de você renegociar seus contratos com os clientes e cobrar um pouco mais por seus serviços ou de focar seus esforços nos serviços que lhe dão mais retorno financeiro. É extremamente importante que todos os dados usados para fazer o fluxo de caixa sejam baseados na realidade da empresa e do mercado. De nada adianta almejar um fluxo de caixa positivo enquanto o mercado estiver em baixa e você sem preparo para enfrentar isso.

6. Tenha um sistema para gestão financeira


Apesar de ser possível fazer o fluxo de caixa em uma planilha, ela sempre será um “quebra-galho”. Existem diversos softwares de gestão financeira no mercado e muitos com custo bastante acessível. O ContaAzul, por exemplo, é um sistema online especializado que não só torna o controle muito mais dinâmico como também facilita e ajuda na hora de analisar a situação da empresa e planejar o futuro. Além disso, tudo fica salvo online, de forma segura, e as atualizações são feitas de maneira sincronizada com outros setores de gastos. Mais do que otimizar seu dia a dia, um software de gestão ajuda você a visualizar as movimentações financeiras e fugir do prejuízo.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Economia desacelerada: O que fazer em momentos de crise?

Em momentos delicados na economia como o que estamos vivendo agora, a grande dúvida é: o que fazer para contornar esta situação? Como tirar proveito desta situação? É claro que cada caso é um caso, cada empresa tem seu segmento, dimensão, gestão e atuação diferentes. Porém algumas dicas são fundamentais para reduzir os efeitos nocivos da crise e até, em alguns casos, transformar crise em oportunidade! Veja abaixo:

1 - Faça um balanço geral

Dedique um tempo para verificar junto a sua equipe como foi o desempenho no ano passado, quais objetivos foram atingidos, quais não foram e as possíveis causas. Transforme informações em gráficos, relatórios e outras ferramentas que possam ajudar a equipe e os gestores a visualizar a empresa no cenário no qual ela está inserida. Seja extremamente racional e objetivo.

2 - Desenvolva uma atitude mental positiva

O ser humano é o único ser vivo do planeta que pode escolher diversos significados diferentes para o mesmo acontecimento. Ter um enfoque positivo leva a atitudes pró-ativas. Busque soluções, não problemas. Busque oportunidades. Seja otimista. A história demonstra que as pessoas de sucesso, independente de obstáculos, desafios e crises, conseguiram manter uma atitude mental positiva.

3 - Encare os fatos

A crise mundial existe. E finalmente atingiu o Brasil, mesmo que tardiamente e numa escala proporcionalmente mais amena do que alguns países da Europa. Porém não é muito inteligente fingir que nada irá mudar, que não vai haver desaceleração da economia. Agora é hora da economia real. As empresas precisam melhorar cada vez mais sua gestão em todos os níveis. É hora de identificar claramente e encarar quaisquer desafios e obstáculos com as melhores soluções. Seja criativo e foque sempre no relacionamento com o cliente.

4 - Velocidade é fundamental

A palavra de ordem hoje é competitividade. Uma grande parte das empresas e suas vendas cresceram impulsionadas pela forte demanda da economia e agora a realidade é diferente. Neste cenário é preciso ter velocidade para tomar as decisões corretas e ainda mais rapidez para fazer os ajustes que se façam necessários ao longo do percurso. É melhor errar ajustando e se adequar rapidamente do que ficar esperando algum milagre acontecer.

5 - Inovação e Criatividade

Reúna e ouça sua equipe de vendas em reuniões (com pauta e foco definido) para encontrar soluções. Existem centenas de histórias reais e inspiradoras de sucesso de pessoas e empresas que encontraram a oportunidade na crise. Enquanto alguns choram, outros ganham dinheiro vendendo lenços. Quem você quer ser?


6 - Monitore minuciosamente o mercado, concorrência e economia

Estamos na era da informação. Quem tem a informação mais precisa e rapidamente, ganha espaço e sai na frente. Além disto, esteja atento para se adequar as novas realidades do mercado e acompanhe os passos da concorrência e principalmente, quais os resultados que estão obtendo, modelando seus pontos fortes.

7 - Fidelize seus clientes
 Pesquisas recentes de renomadas instituições mais do que comprovam que conquistar um novo cliente é muito mais caro e demorado do que manter aqueles que você já tem, portanto, faça de tudo para fidelizar seus clientes, é muito mais fácil você vender mais vezes para estes clientes, os quais você já tem um vínculo de confiança. Lembre-se de que a concorrência agora vai ser ainda mais acirrada e o cliente não vai pensar duas vezes em mudar de fornecedor se encontrar melhores benefícios.

8 - Invista na capacitação das pessoas e no clima organizacional favorável

Nunca tivemos tantas informações, pesquisas e métricas de resultados que comprovam com tanta exatidão a maior eficiência das empresas que investem no fator humano e no clima organizacional. Um ambiente mais agradável e harmônico é sinônimo de maior produtividade. Investir em pessoas não é mais diferencial, mas sim, necessidade de sobrevivência! A propósito, qual é a frequência que você treina sua equipe de vendas?


9 - Entenda as verdadeiras necessidades do seu cliente

Esse é um dos erros mais comuns dos vendedores. Costumam falar mais do que ouvir, mas é ouvindo que conseguimos entender o que realmente o cliente/empresa precisa para satisfazer suas necessidades. Em tempos de crise, a tolerância dos clientes diminui, a exigência aumenta, portanto, entender o que realmente o cliente precisa é uma necessidade fundamental para ganhar tempo e ser mais assertivo!

10 - Acredite em seu produto, em sua empresa e principalmente em VOCÊ

A história demonstra que as pessoas que venceram na vida (e também em vendas) desenvolveram uma convicção inabalável naquilo que vendem, que sua empresa é a melhor ou principalmente em que você é uma pessoa dotada de capacidades e possibilidades infinitas. Toda criação começa na mente! Pense nisto!

E ótimos negócios!!!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Como implantar um programa de prevenção de perdas


Olá amigo lojista,
Esta é a última postagem sobre o tema de como evitar perdas no varejo. Nas postagens anteriores falamos sobre planejamento e funcionamento da loja. Agora vamos dar algumas dicas de como implantar um sistema de prevenção de perdas e resultados na sua loja. 

1.      Priorização do tema: O primeiro passo para criar uma cultura de prevenção e implantar um sistema eficaz para reduzir as perdas no varejo é tratar do tema como prioridade, como de fonte real de lucro para a empresa. O assunto deve ter espaço nas reuniões com a equipe da loja e ter a mesma importância de temas como aumento de vendas, redução da inadimplência ou de custos. A implantação de inventário encerra esta etapa inicial.

2.  Mapeamento de processo, identificação de riscos e pontos de controle: Após a implantação de inventários, realize o mapeamento dos processos mais críticos, identifique potenciais riscos e quais os melhores pontos de controle. Se necessário contrate um profissional especializado em prevenção de perdas para auxiliá-lo nessa etapa. A elaboração do mapa de riscos e a implantação dos controles finaliza a etapa.


3.      Estudo e implantação de dispositivos de prevenção de perdas: Com o mapa de riscos nas mãos, busque entre as empresas especializadas no segmento as principais alternativas de dispositivos para apoiar as ações de prevenção. Considere que para cada tipo de negócio, arquitetura de loja e orçamento, existe uma solução de segurança mais adequada. Nem sempre um investimento maior se traduz em redução proporcional de perdas.

4. Treinamento a equipe: A preparação, o treinamento e o comprometimento da equipe devem ocorrer desde o início do programa. Mas são necessários que todos sejam atualizados e orientados novamente, após a implantação dos equipamentos e rotinas de controle. Mesmo a mais sofisticada tecnologia de prevenção de perdas ficará vulnerável se a equipe da loja não estiver capacitada e motivada a utilizá-la corretamente. É fundamental estabelecer uma política de premiação pela redução das perdas ao invés de punição pela sua simples ocorrência, não eximindo cada um de suas responsabilidades.


5.      Definição de metas e campanha de incentivo: Após a sistematização dos inventários, implantação dos dispositivos de segurança, pontos de controle e treinamento da equipe, o passo seguinte é a implantação de metas e respectivo programa de incentivo, com premiações associadas à redução das perdas.



Principais tipos de perdas no varejo:

1.      Perdas comerciais: Ocorrem quando o produto não está disponível para venda (ruptura) e suas principais causas são: embalagens inadequadas, falha na reposição do produto na loja ou na entrega do fornecedor.
2.      Perdas administrativas: Ocorrem por falhas no gerenciamento da operação da loja e suas principais causas são: erro de precificação, erro de cadastro de produto, desperdícios gerais (águas, energia, telefone, manutenções por mau uso), deficiências na gestão de compras e estoques, dimensionamento incorreto dos recursos humanos para a operação da loja.
3.      Perdas de produtividade: Ocorrem quando há falta de padrões, controles e processos operacionais estabelecidos e disseminados: demora no atendimento, desperdício de tempo e recursos em tarefas redundantes, retrabalho.
4.      Perdas financeiras: Ocorrem principalmente devido a assaltos e furtos (internos e externos), deficiências nos meios de pagamento e oferta de crédito, inadimplência e fraudes (cartões e cheques).
5.      Perdas nas operações: Ocorrem durante a operação da loja e as principais causas são: armazenamento, exposição, ou movimentação inadequada de produtos, falhas no recebimento de mercadorias e falhas na operação do check-out.

Dicas para prevenção de perdas

·    Pergunte ao cliente se ele encontrou todos os produtos desejados. Esta informação deve ser sempre registrada e trabalhada. Por exemplo, se diversos clientes não encontraram um determinado produto que está disponível na loja, pode indicar que ele está mal exposto ou que sua reposição não está adequada. Por outro lado se muitos consumidores pedem um determinado produto ou marca que não faz parte do portfólio da loja, deve-se avaliar a sua introdução.
·   Faça inspeções periódicas observando principalmente: sacos rasgados ou furados com perda de conteúdo e contaminação; caixas empilhadas além do recomendado, que ficam amassadas e danificam o produto.; mercadorias no chão ou encostadas em paredes úmidas; produtos expostos ao sol, chuva, calor excessivo; mercadorias misturadas com outras incompatíveis.
·   No tocante às trocas, o ideal é que se façam acordos com os fornecedores, caso contrário, as mercadorias que estejam inviáveis de serem comercializadas, por estarem danificadas ou vencidas, resultarão em perdas para o lojista.
·       É vital ter um controle detalhada no recebimento de mercadorias, por meio de um sistema de conferência e registro das irregularidades constatadas.
·         Na movimentação dos estoques pela saída das mercadorias com data de validade, o critério deve ser: o primeiro que vence é o primeiro que sai.
·    O custo de manutenção dos estoques aumenta na proporção de sua dimensão. Isso quer dizer que quanto maior a quantidade de mercadoria estocada, maior será o espaço físico necessário para guardá-la, maior o número de funcionários necessários e maiores os gastos para controle. Sempre que possível, trabalhe com os estoques dos próprios fornecedores, e concentre no seu estoque apenas as mercadorias com maior saída.
·   O varejista precisa entender que todas as lojas sem exceção terão perdas. Elas podem não ser conhecidas, muitas vezes por deficiência na realização de inventários, mas certamente ocorrem e precisam ser administradas e reduzidas.

Espero que tenham gostado do conteúdo e aproveitem para implantar na sua loja. 
Acompanhe próximas notícias!
Abraços, 
Equipe Super M 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Como evitar perdas na operação da loja!



Essa é a segunda e importante etapa para o seu negócio, após ter planejado o desenvolvimento da sua loja com todas as dicas de segurança para evitar perdas financeiras, agora você vai aprender como deve manter a segurança da sua loja durante a operação. 

1.    Recebimento de mercadorias: O recebimento de mercadorias é um momento de grande exposição a perdas. Pode haver a possibilidade de falhas na conferência e conciliação das quantidades e tipos de produto que de fato estão dando entrada no estoque com o que consta na nota fiscal e são entregues pelo fornecedor. Além disso, a presença de terceiros (entregadores) na área de estoque da loja oferece oportunidades para furtos ou quebras na movimentação de cargas.

Recomendação: A conferência das mercadorias deve ocorrer em local separado do armazenamento, e qualquer movimentação de produtos deve ocorrer somente com a presença de pessoal da loja, treinado para essa tarefa.

 2.    Armazenagem das mercadorias: Após o correto recebimento e registro dos produtos no sistema de controle de estoque, a preocupação com as perdas passa a ser a sua adequada armazenagem.

Recomendação: A área de estoque deve ser muito organizada, limpa e bem iluminada, para facilitar o acesso durante a reposição dos produtos na loja. Estoque desorganizado é fonte potencial de furtos e de “falsas” rupturas, ou seja, o produto está no estoque, porém no momento da venda não foi encontrado, podendo inclusive perder o prazo de validade, dependendo do produto.



3.    Trocas e devoluções: Apesar de corriqueiras e comuns a todos os tipos de comércios, as trocas e devoluções de mercadorias também constituem fonte de perdas. A mercadoria devolvida ou oriunda de trocas, mesmo quando em perfeito estado de conservação, pode ser uma potencial perda se não der entrada novamente nos estoques da loja.

Recomendação: A loja deve possuir uma rotina eficaz e supervisionada de trocas e devoluções de maneira a garantir primeiro que seja cumprida a política comercial de relacionamento com os clientes, e em seguida que a mercadoria seja reconduzida corretamente para os estoques da loja ou devolvida aos fornecedores, conforme o caso.

4.    Inventários: O principal e mais importante elemento na previsão de perdas no varejo é a realização sistemática do inventário de mercadorias.

Recomendação: A contagem frequente dos estoques de produtos é a forma correta de identificar a origem e a natureza das perdas de uma loja. Além de orientar todo o processo de compras, evita também as perdas por ruptura (falta do produto). A comparação da contagem das mercadorias com os relatórios de compras e vendas permite apontar quais as categorias e itens que merecem maior atenção, bem como as possíveis causas das perdas.

5.    Rotinas e controles diários: Além dos inventários frequentes, uma forma de identificar e corrigir rapidamente potenciais perdas é a introdução de rotinas diárias de verificação dos produtos expostos na loja. Isso identifica potenciais rupturas, desorganização dos estoques e áreas de retaguarda.

Recomendação: Os melhores momentos para isto são antes da abertura, no meio do expediente e logo após o fechamento da loja.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Como evitar perdas na hora de planejar sua loja!



Olá amigo lojista, 
Pensamos em um assunto de grande importância para seu negócio: Como evitar perdas na sua loja. Os textos ficaram muito bom, vale a pena conferir!  Por isso faremos três postagens diferente, dividas por tema, essa semana falaremos da primeira etapa de um projeto de uma loja " o planejamento". 

O que são perdas no varejo?

São consideradas perdas no varejo, toda e qualquer interferência negativa no resultado da empresa, gerando como consequência final a redução do lucro.

Qual o impacto das perdas no varejo?

Embora os impactos das perdas variem bastante conforme o país e os diversos segmentos do varejo, elas são extremamente significativas. Conheça alguns números:

·         O varejo norte-americano acumulou um total de perdas estimado de 34,5 bilhões de dólares em 2011, o que representa 1,41% do faturamento do setor no país.
·         Segundo a ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados, entre 2005 e 2010, o índice médio de perdas no setor foi de 2,33%, superando o lucro líquido médio, que foi de 2,12%.
·         Segundo o Provar, atualmente no Brasil o índice de perdas de supermercados ainda alcança 1,96% do faturamento.

Impacto das perdas no varejo

Segundo estudos da ABRAS, GPP, Provar-FIA e Nielsen, as perdas no varejo brasileiro estão distribuídas conforme o gráfico abaixo:
As perdas relacionadas aos furtos externos e internos e as quebras operacionais chegam a mais de 65% do total. O maior atrativo em Prevenção de Perdas é que, a cada real economizado, aumenta-se um real no lucro, diretamente. A prática demonstra que é mais rápido, fácil e barato prevenir perdas do que aumentar as vendas.

Como evitar perdas no projeto de uma loja?


1.    Localização: Antes mesmo de abrir uma loja já é possível fazer escolhas baseadas na prevenção de perdas. Recomenda-se fazer uma pesquisa prévia da incidência de furtos e roubos na vizinhança do imóvel em que se pretende instalar o negócio. Observe a qualidade da iluminação pública e proximidade de delegacias e postos da polícia militar, fatores que influenciam na segurança do estabelecimento.



2.    Layout: Um bom layout é aquele que consegue organizar o fluxo de clientes e aproximá-los da maior gama de produtos possível. Da mesma forma, para prevenir perdas, o layout deve favorecer ampla visualização de todas as áreas da loja. Em geral os pontos cegos ou encobertos do layout são, ao mesmo tempo, ruins para venda de produtos e favoráveis a perdas por furtos ou rupturas.

3- Tipos dos móveis e expositores:
 A escolha dos móveis e expositores devem seguir os mesmos cuidados do projeto do layout. Elementos muito altos que dificultam a visualização devem ser evitados ao máximo. As categorias e os agrupamentos de produtos planejados para a loja devem ser considerados na seleção de fornecedores dos móveis e expositores: produtos expostos ou armazenados de maneira inadequada também são fontes de perdas, nesse caso por quebras ou pela simples dificuldade de acesso aos produtos pelos 
próprios clientes.
4.    Dispositivos de segurança: Há uma grande variedade de dispositivos que podem compor a segurança de uma loja. Os mais utilizados são as câmeras de monitoramento (CFTV) e os diversos tipos de etiquetas e respectivas antenas de alarme. O mercado oferece desde um simples espelho até o mais sofisticado sistema integrado de segurança, que combina imagens com as operações de caixa, por exemplo. Para cada formato de loja e categorias de produtos comercializados existe um conjunto mais indicado de dispositivos, considerando o investimento versus a exposição ao risco de perdas.


Na próxima semana, confira as dicas de como evitar perdas na operação da sua loja.